domingo, 16 de janeiro de 2011

Viradouro e Imperatriz vivem momento glorioso

                    
Foto: Ricardo Almeida

Sambódromo iluminado para a segunda noite de ensaios técnicos. Pouco mais de 10 mil pessoas marcaram presença para ver as três escolas que se apresentaram numa noite especial para duas delas: Unidos do Viradouro e Imperatriz Leopoldinense.
O ensaio foi aberto pela Alegria da Zona Sul, que em 2011 está de volta ao Grupo A. A escola de Copacabana passou apresentando problemas seríssimos em sua harmonia, já que os cerca de mil componentes cantavam poucos trechos do samba mas contou com uma bateria que tocou de forma correta, fazendo convenções e paradinhas com a pegada afro que o enredo “Os doze Obás de Xangô” exige. Destaques para o excelente entrosamento dos três casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e para a equipe de intérpretes comandada por Edmilton Di Bem que levou muito bem o samba-enredo, mesmo sendo de entendimento um tanto quanto difícil.
A emocionante passagem da Viradouro pela Marquês de Sapucaí anunciou que ela é a escola a ser batida no Carnaval do Grupo de Acesso. A escola passou compacta e empolgada, com cerca de 2 mil componentes, trazendo toda a energia dos ensaios de rua que vem fazendo em Niterói. Destaques para a Comissão de Frente, do coreógrafo Fábio de Melo, que realizou belos movimentos e para o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Robson e Ana Paula que mostraram uma apresentação digna do Grupo Especial. O samba-enredo contagiou o público, provando que essa é, sem dúvida, uma das mais bem feitas composições deste carnaval, facilitando o trabalho do pessoal da harmonia, que conseguiu fazer os componentes cantarem do começo ao fim de sua passagem pela avenida. Vale ressaltar o excelente trabalho de Mestre Pablo, que conduziu a sua bateria com uma cadência linear e mostrou paradinhas que prometem empolgar a Sapucaí no dia do desfile oficial.

Foto: Diego Mendes

Para encerrar a noite, a Imperatriz nos brindou com uma passagem brilhante. A escola vem mostrando que nos últimos anos tem tido um comportamento diferente, com um desfile que prende a nossa atenção pela alegria dos seus componentes mas nunca esquecendo da forma correta de passar pela avenida. O samba-enredo, que não foi um destaque das obras escolhidas para o carnaval, simplesmente tomou outra forma, quando cantado pelos cerca de 2 mil desfilantes da escola. Se transformou numa música vibrante, que contagia quem está assistindo e faz o componente sambar com vibração. O casal Phelipe e Rafaela, recém-saídos da Vila Isabel fizeram uma apresentação belíssima, com uma dança clássica, mas muito vigorosa. A bateria de Mestre Marcone passou pela avenida com a cadência característica da Imperatriz e mostrou apenas uma paradinha, mas não deve atrapalhar o desfile oficial da escola.

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